Arquivo da tag: Globo Repórter

Felicidade Dinamarquesa Resistiria ao que nós Enfrentamos Diariamente?

No Globo Repórter de hoje, sobre a Dinamarca, locutor diz algo muito próximo a isso:

– Na Dinamarca, seja no Palácio, seja nas casas mais simples, há Felicidade”?

E se políticos, elite e judiciário brasileiros dessem as cartas por lá, será que essa felicidade sobreviveria?

Quem quiser responder, fique à vontade.

Morar Sozinho

Globo Repórter agora há pouco foi sobre pessoas que moram sozinhas.  Li alguns anos atrás   que cerca de um terço  dos domicílios eram de um único morador.  De acordo com o programa, a proporção não é tão grande.

Descobri  que para muitos acontece o mesmo que se passa comigo.  As pessoas  transformam seus bairros em cidades do interior.   Particularmente,  tenho uma turma  que toma café de manhã na mesma padaria e outra, que à noite,  bebe cerveja nas mesas da calçada de um bar , a cinquenta metros de casa.  Aliás, terminado o programa fui para o bar e informado de que amanhã haverá churrasco no prédio de um dos frequentadores.

Meu carro, como escrevi  em outro texto,  parece fazer parte da estrutura da garagem, de tão raro que é ele não estar ali na minha vaga.

De acordo com o programa,  imensa maioria   mora sozinho por vontade própria.  Um rapaz contou que depois que saiu da casa da mãe, a relação deles melhorou muito.   Um casal está junto há muito anos, mas, cada um em sua casa.

Abaixo frases minhas sobre o assunto:

  • Sartre:  “o inferno  são  os outros”.  Millôr:  “mas o céu também”.  Um era  filósofo; o outro,  humorista.
  • Dizem que um homem cujas camisas estão sempre com botões faltando tem dois caminhos: ou se casa ou desquita.  Meu pai não queria  desquitar e aprendeu ele mesmo a pregar botões.  Não quero me casar  e  arranjei uma boa empregada.

Cafezinho com Gabriel

A propósito do Globo Repórter de hoje sobre a Colômbia, ou, pegando carona no Globo Repórter, posto aqui mais um vez o Texto Cafezinho com Gabriel.

John era um garotão espanhol cabeludo, desses típicos cidadãos do mundo. Parece que o pai lhe dera esse nome exatamente para facilitar as coisas onde quer que ele resolvesse montar – ainda que por curtíssimo espaço de tempo – acampamento.

Ele era brilhante professor de Espanhol de um caótico curso organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O curso, reitero, era o caos, mas o John, reitero, era ótimo. Para se ter uma idéia, havia uma turma que pagava regularmente, havia um professor, mas não havia sala de aula. Era uma coisa itinerante. Um dos locais arranjados frequentemente estava fechado. Nessas ocasiões, nos instalávamos na casa de uma das alunas que morava na vizinhança.

O espaço mais duradouro que ocupamos devia ser em uma casa, certamente sem Habite-se

Voltando ao John. Além de competente, ele era veloz. Veloz nas transformações em sua vida. Ele contou que já havia pertencido a uma organização religiosa de ultra-extrema-direita. Representando essa organização, ele travara longo debate com D. Pedro Cassaldáliga – Bispo do Araguaia – Adepto da teologia da libertação.

Alguns anos mais tarde, já então cabeludo e com roupas meio “hiposas”, ele estava no Memorial da América Latina. Encontra-se novamente com Cassaldáliga que o saudou animadamente e congratulou-se com John pela radical mudança. A inteligência e preparo do John já haviam impressionado o religioso. Com o novo visual, John ficou ainda mais encantador.

Cassaldáliga diz que está esperando um amigo e convida John para tomar um cafezinho com eles.

O amigo que ele estava esperando e que, de fato, apareceu para o café era Gabriel García Márquez.

Se o Zuckerberg- do Facebook – Recebesse Um Centavo a Cada Compartilhar…

Globo Repórter de hoje será sobre pessoas que dividem atividades, produção e até o mesmo espaço físico para morar. Óbvio  que nas chamadas para o Programa  foi usado o termo, como certamente será repetido dezenas de vezes na reportagem, COMPARTILHAR.

Supondo-se 1 –  que alguém tivesse feito um estudo para definir quantas vezes a palavra COMPARTILHAR (e variações compartilhamento, entre outras)  era usada por ano  no Brasil  antes do surgimento  do Facebook.  E que idêntico estudo fosse feito após o  Facebook.

Supondo-se 2 – que o Mark Zuckerberg,  do Facebook, ganhasse um centavo  cada vez que  COMPARTILHAR tivesse sido usada a mais do que na média dos anos  anteriores ao surgimento do Facebook,  ele se tornaria o homem mais rico de todos os tempos, de todas as galáxiaa, em menos de três anos.  O que ele recebeu/recebe do Facebook, propriamente dito,  passaria a ser níqueis para ele.  Zuckerberg  iria ficar novamente bilionário apenas com os centavinhos que cairiam  na sua conta aos milhares a cada segundo.

Compartilhar passou a ser a palavra rainha dos Chavões.

Frase minha:  Tente até me passar um xaveco, mas não me repita um chavão.

Em tempo, também me recuso a falar FACE,   ao invés de Facebook.

Globo Repórter de Hoje é sobre Feira e Feirantes. Mas a Feira é um Bom Negócio para a Dona de Casa???

A propósito do Globo Repórter, sobre Feiras Livres,  que vai ao ar logo mais pela TV Globo, além de colar texto já publicado aqui no Trombone, tinha editado interessante debate de leitores a respeito do tema e ainda tecido algumas considerações.  Bem, lá vai o texto de 2010, quando o Prefeito Kassab restringiu o horário de funcionamento das Feiras Livres.

Lá vai o texto:

O decreto do Prefeito Gilberto Kassab restringindo o horário do funcionamento das feiras livres em S. Paulo, em vigência desde o dia 30 de janeiro,  é um gancho (que pego meio atrasado) para algumas considerações.

1. Sempre achei extremamente anti-higiênico carnes, peixes e frangos serem vendidos na feira, debaixo daquele calorão, tomando sol e poluição por horas a fio.  Jamais comprei.

2. A perpetuação  de prática tão extemporânea, suponho, só se justifica por um certo atavismo.  Não faz o mais mínimo  sentido ruas de cidades de milhões de habitantes serem fechadas nos dias de feira, causando incômodo sem fim para os moradores e mais caos ainda (se é que é possível) no trânsito.

3. Mesmo o mito de que frutas e verduras são mais fresquinhas na feira é mito, apenas mito.  Conversando com um feirante de frutas, comentei o trabalho que devia dar carregar e descarregar o caminhão ao chegar em casa.  Ele me disse que não descarregava coisa alguma: as frutas ficavam no caminhão, assando debaixo da lona, sob o sol.

4. “Moça bonita não paga, mas também não leva”.  A brincadeira é boa e não é tão brincadeira assim.  Nas feiras, algumas barracas colocam  preços;  a maioria não.  Ou seja, moças e moços bonitos (entender como fregueses  e freguesas) mais bem vestidos fatalmente pagarão mais caro.

5. Aliás, a esse respeito, Mercados Municipais também têm a mesma postura.  A prefeitura deveria obrigar o comerciante concessionário a colocar preços em todos os produtos.

6. Não conheço a cidade inteira, mas suponho que haja super-mercados espalhados para quase todos os cantos.

Ou seja, continuar comprando frutas cozidas pelo sol, carnes idem expostas ao sol  e pagar preços aleatórios deveriam ser coisas do passado remoto!!!
+++++++++++++++++++++++

Agora pequena batalha travada entre alguns poucos leitores; batalha protagonizada por Cláudia Maria Crivellente e Vicente.  Respondi todos os comentários na ocasião, mas aqui fica só o debate

Primeira Leitora a Comentar – Silvia Tieko:

Sou filha de feirante aposentado e posso garantir, sim, que eles vão todos os dias no Ceasa, levantando as 4 da manhã, para garantir mercadoria fresca todos os dias para os consumidores – faça chuva, Sol, borrasca ou o que for. Atualmente sou gerente de marketing de uma empresa de TI, e faço um serviço muito mais humano do que o dos meus pais. Por isso fico indignada com pessoas que criticam as feiras sem conhecer os esforçados feirantes, pessoas simples, que prefeririam trabalhar no ar-condicionado, como eu e você, mas muitos são pessoas de idade, sem outra opção para sobreviver.

Sim, existem mercadorias que não resistem ao Sol encontradas na feira. Mas qualquer dona-de-casa sabe diferenciar mercadoria passada para não comprá-la. E aqueles que comprarem mercadoria passada na feira, comprariam mercadoria passada no mercado também. Esse argumento de que não existe mercadoria fresca na feira é absurdo, quem compra sabe que as frutas e verduras da feira duram mais do que as compradas no mercado. Se não fosse assim, as feiras não estariam lotadas de fregueses.

Acho inadmissível ter que comprar tomate escondida, pois os feirantes estavam com medo dos policiais, como aconteceu comigo por ser 12:25 hs, sendo que compram crack na Praça da Sé 24 hs por dia. Enquanto a polícia está fiscalizando trabalhadores honestos e legalizados para que diminuam os lucros sem pagar menos impostos, os assaltantes e traficantes estão atuando 24 horas por dia com a atenção a menos desses policiais.

A propósito, duvido que o autor do texto ou os que escreveram os comentários comprem frutas ou verduras para saberem opinar sobre isso. Sem ofender, perguntem para suas mães, com certeza, elas apreciam as feiras-livres.

+++++++++++++++++++

2. Leitora – Cláudia Maria Crivellente:

Concordo com a Silvia e acrescento: feira para mim é uma coisa linda! É colorida, dinâmica, engraçada. Gosto de ver aquela coisa humana da feira: o contato direto com o vendedor, as mãos sujas de terra, os manuscritos nos varais, nada de balanças, propagandas chatas, ar refrigerado gelado. Sem contar a singeleza das graças, das brincadeiras, trocadilhos e gestos que fazem da feira um passeio divertido. Nenhum dia se repete ou é monótono. As coisas na feira são sérias, mas com graça e improviso. A feira tem calor e tem vida.
Eu vou à feira. E vou chegando, escolhendo, reclamando, pedindo… tô em casa.
Quanto aos alimentos eu não tenho nenhuma queixa; costumam estar sempre frescos, sem contar que são vendidos por um preço justo.
Viva a feira livre!

++++++++++++++++

3. Leitor – Vicente:

É tudo muito lindo!
Gostaria de saber se alguma dessas donzelas tem a feira livre na portya de suas casas! Tudo é muito lindo para elas que fazem feira na porta dos outros.
Não pago menos IPTU, a água potável que utilizo para lavar a calçada, pois a varrição e a lavagem da Prefeitura é para “inglês ver”´, sou eu quem paga. O estacionamento avulso que tenho que deixar meu veículo nos dias que precedem as feiras, sou eu quem paga. Então pergunto:
Onde está a poesia das feiras? A mão suja de terra do feirante? Minha filha, não viaje na maionese. O que proponho é que se faça um rodízio das feiras livres e que por dois anos seja na porta da casa das donzelas que acham tupo poético.

Completando o comentário do Paulo a respeito do extremamente anti-higiênico – Uma coisa que ninguém vê nas feiras livres: Banheiro para os feirantes. Onde eles fazem seu xixi e seu coco? Lavam as mãos? Estão com as mãos cheia de terra? Ou de bactérias? A prefeitura não disponibiliza banheiros químicos. Não há a menor higiene. Vou dizer como os feirantes da minha rua fazem: Xixi em sacos pláticos e jogam em cima dos telhados das garagens. Isso é poético?

++++++++++++++++++++++

Réplica de Cláudia:

Caro fidalgo Vicente, a chuva lava a calçada, a bicicleta substitui o carro… Para que se estressar?
Quem sabe você ainda não terá a sorte de ver nascer na porta da sua casa um pé de maracujá. Faça com ele um bom suco, se acalme que eu te convido para um sarau de poesia.
Façamos um brinde: Tim, tim!!
Cláudia

++++++++++++++++++++

Tréplica de Vicente:

É prezada donzela, parece que na porta da sua casa não tem feira! Que pena! Pessoas como você deveriam exigir que montassem feiras livres na sua porta! E mais, na minha porta não nascerá um pé de maracujá, pois a barraca que fica em frente é a do Peixe! Que pena! O Sarau fica para um outro dia!

+++++++++++++++++++++++

Outro leitor,  Vlamir J. Carvalho

Concordo. Feira-livre é uma prática medieval, atrapalha os moradores da rua e o trânsito, fora a sujeira que ela deixa e ainda desvaloriza o imóvel na rua da feira. Um local fixo em cada bairro, com os moldes da feira, seria muito melhor para todos.

++++++++++++++++++

Estão todos convidados a conferir logo mais, às 22,22 hs, no Globo Repórter, embora, pelo que li no informe da programação da Editora,  a vida dos feirantes é que estará sendo abordada.  De qualquer forme, deve ser curioso, mas já vou assistir  com a certeza de que não terá a vibração desse debate aqui do Trombone.

O Órgão Sensível de Todo Mundo e o Terror da “Chave Na Mão”!!!

Lógico que às sextas-feiras sempre cheguei bem tarde em casa.

Antes da doença do meu pai, nos agitos.  Durante a doença do meu pai, plantões no hospital!!!

Naturalmente, a morte do meu pai mudou tudo isso.  A grande extravagância das sextas-feiras passou a ser assistir ao Globo Repórter (aliás, daqui a pouco, tô lá; a coisa promete imagens deslumbrantes, para sonhar ver ali cara a cara).

Bem, tudo isso para dizer que nas primeira e segunda  “sexta-feira caseira”, barulho que vinha do buteco da esquina infernizava meu jantar e não me deixava ouvir o Sérgio Chaplein no  Globo Repórter.  Interfonei para vizinha e ela me disse que toda sexta-feira era isso.

Deixa eu entender, como dizia ex-namorada, toda sexta-feira era isso e centenas de pessoas ao redor do buteco se conformavam???

Imediatamente liguei para a Polícia Militar; fone 190.

Fui muito bem atendido, expliquei o que acontecia.  Resultado: sexta-feira seguinte e todas as próximas, há mais de dois ou três meses, não houve (e não se ouve –  perdão pelo trocadilho)  o mais mínimo ruído.

Sabem por que???  As pessoas tem um único órgão sensível: o bolso.  E também não gostam de chaves na mão. Explico:  chave do xadrez  na mão do sargento que vai atender a ocorrência.

Direito aviltados, fiquem sabendo: 190 e, como diria Aracy de Almeida, estamos conversados!!!

Ops, o Globo Repórter já começou.  Lá vou eu!!!

 

Beleza, Eficiência, Força do Corpo Humano, Mas Precisa Saber Usar

São 640 múculos, três bilhões de fibras nervosas, trinta trilhões de células vermelhas,  esqueleto leve como alumínio ao mesmo tempo que resistente como aço e  quatro vezes mais forte do que concreto.  Em síntese, assim é o corpo humano, conforme informou o Globo Repórter de ontem logo na Abertura.  Sem contar  ” um coração que bombeia sangue através de noventa e seis mil quilômetros de veias.”

Pois bem, sempre me admirei com a beleza e eficiência do corpo humano mas sempre lembrei também que não fomos feitos para andar a trezentos quilômetros em um carro de Fórmula, e, menos ainda, para sermos submetidos à tortura.  É óbvio que é óbvio.  Entretanto a tal da adrenalina e a perversidade humana subvertem esse óbvio ao quadrado.

Assista ao programa  Clique Aqui

Detalhes, Ah, os Detalhes!!!

No Globo Repórter, no  bloco anterior,  não me lembro em que contexto, na Floresta Amazônica, aparece o almoço ou jantar do dia.  Arroz, macarrão…

Arroz e macarrão, o que é isso???

Não sou nutricionista e também não precisa ser grande gourmet para perceber que arroz e macarrão, definitivamente, é impossível dar conta dos dois em uma mesma refeição.  Frescura ???  Bem, lá vai frase minha:

È nos detalhes que reside todo o charme.

Deve haver uma infinidade, verdadeiramente uma infinidade de verduras, leguames em qualquer área ali.  E então, não era muito mais lógico um verdurinha temperada para começar o alamoço/jantar e um macarrão com alho e óleo, ou mesmo apenas com óleo/azeite???

Quero escrever mais sobre esses pequenos detalhes!!!

CUIDADO PARA NÃO VIRAR UM GORDINHO MEDITERRÂNEO

O Globo Repórter de hoje será sobre Dieta Mediterrânea, “tipo de alimentação característica de alguns países da região do Mar Mediterrâneo (Itália, Grécia, Portugal, Espanha, França e outros). Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes (pecan) e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho” e massas.

Certamente no programa será ressaltado que essa dieta, rica em calorias, é muito apropriada para quem tem atividade física intensa,-como por exemplo, os trabalhadores dos portos do Mar Mediterrêneo.

Há cerca de uns dois anos, pessoas que adoram andar no “topo da crista” da onda, enchiam a boca para proclamar que estavam fazendo dieta mediterrânea. Como advertiu um médico especialista bem humorado, sedentários que adotem essa dieta, ao invés de ganharem saúde e perderem peso, certamente vão se transformar em GORDINHOS MEDITERRÂNEOS.