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Há Locutor no Mundo Capaz de Tirar o Ridículo da Coisa?

Entreguei minha matéria para o Editor de jornal da grande imprensa.

Colega meu, que estava por perto,  pegou o que eu havia escrito  e começou  a ler, imitando bicha.

Protestei:

-Ah, mas lendo desse jeito!

Ele:

-O melhor texto do mundo não resiste a uma leitura bicha!

Contada a gracinha, veja esse título da capa da Revista Caras, e os títulos da Revista Caras, em geral:

“Bruno Cabrerizo:  Sou muito apegado  a meus filhos.”

Pergunta-se:

– Seria capaz o maior locutor do Universo de  desridicularizar isso?

Sinceramente, não creio.

Se o Halloween Pegar por Aqui… Não Quero nem Pensar…

No Facebook, discussão sobre Halloween.

Aos que dizem que se trata de Transplante Cultural (entre eles, eu), traduzindo, Complexo de Vira-lata,  pululam os argumentos mais absurdos.  Dê uma pesquisadinha no seu Facebook que você também irá se deparar com eles.

No Halloween, crianças americanas saem fantasiadas pelas ruas, tocam campainhas das casas e, quando os donos abrem, dizem:

-Gostosura ou travessura.

Os americanos dão doce para a criançada.

Supondo-se que a coisa pegue aqui no Brasil e, ano que vem,  dez, entre dez,  portadores de CVL (Complexo de Vira-Lata) mandem seus filhinhos, lá pelas 21 horas, para as ruas para tocar campainhas pela vizinhança.

Já vejo as notícias nos Jornais, Rádios e TVs, no dia seguinte:

Cinquenta mil crianças sequestradas durante as brincadeiras de Halloween.

Cinco mil crianças são fritadas com óleo fervendo por donas de casa que precisaram largar a novela para atender à campainha.

Assim, se você é pai, pense bem antes de surfar nessa onda:

  • Resgates em sequestros são altíssimos
  • Ter o filho transformado em churrasquinho ambulante é ainda muito pior.

Em tempo, Complexo de Vira-lata é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição livre minha do termo de Nélson Rodrigues. Quiser ler mais sobre Complexo de Vira-lata, clique aqui

Dra. Dodge, que Coisa Feia!

Absolutamente inacreditável.   O mundo da Justiça é  cheio de Suas Excelências pra lá, Suas Excelências pra cá, aquelas capas ridículas,  presas entre as axilas  e os ombros, que mais lembram sutiãs,  a  imbecilidade do  Data Vênia que, na verdade, não significa porra alguma.

Pois bem, nessa babaquice de quem, parece, não ter mais o que fazer,  a nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge,  convidou o antecessor Rodrigo Janot para sua posse por EMAIL (pag A4 da Folha de S. Paulo de ontem).  Janot, obviamente, não foi.   Mestra em Direito pela Universidade de Harvard, ao que parece, ela não tem a mais mínima noção do que seja Educação Informal.  Não ter noção do que signifique o termo  é absolutamente irrelevante; agora, não ter a  ínfimo  resquício da dita cuja é grave, muito grave.  Estamos em “boas” mãos!

Quiser saber o que é Educação Informal, clique aqui.  Depois responda se a Dra Dodge tem ou não tem.

Indigesto!

Sou cheio de idiossincrasias, sobretudo em relação  ao idioma português.  Odeio terminhos da moda.   O dia em que eu falar/escrever Face, e não Facebook,  lacrem minha boca, ou travem o teclado do meu computador, por dois dias .

Pois bem, outro dia,  uma nova rica, ou melhor,  uma que pôs a (como direi ?) xoxota/ piriquita a juros, disse em mesa próxima à  em que eu estava  ( e falou alto, caso contrário não teria escutado):

-Estacionei o meu jet!

Meu Jet?!  (ela se referia a  jet ski).

Nova-rica + terminho da moda, eta combinação indigesta!

Quiser ler mais sobre terminhos da moda, clique aqui

Inteligência, Burrice ou Ingenuidade Minha?

Parece que o Deputado Wladimir da Costa (SD – PA) ilustra bem a teoria de domínio público, um pouco adaptada por mim, de maneira eufêmica,  de que a Natureza limitou o bom senso, mas não a estupidez.  Sem eufemismo, a teoria  afirma  textualmente:  a natureza limitou a inteligência, mas não a burrice.

Como em política, ninguém dá ponto sem nó, certamente o ingênuo sou eu.

Agora, ingênuo ou não, não faria o que o Deputado fez nem que minha vida (vida, vida mesmo, não um mandatinho ou um carguinho político)  estivesse em jogo, conforme já escrevi.  Quiser ler, clique aqui

Lindo, né?

Entidade Israelita Incomoda, Mas Aquece Nossos Pobres! Estamos Salvos! 1,2,3… Pelo Jeito Não vai ter Fim!


Todos os anos, a mesma afronta.  Entidade Israelita Unibes, com auto-falante,  invadem Higienópolis  para promover arrecadação de agasalhos.  Já escrevi sobre isso algumas vezes.

Essa invasão está ocorrendo agora na rua de trás do meu apartamento.  Vou postar novamente texto que postei em anos anteriores.  Nem vou me dar ao trabalho de ir conferir in loco para não me irritar.

Em algum ano, recebi   comentários agressivos. Respondi e disse que continuava aberto à discussão.  Ninguém quis continuar.   Dessa maneira, peço, quem fizer comentário agressivo, que esteja disposto a continuar a discussão.  Caso contrário, nem se atreva!

 

Como se não bastassem  a poluição sonora durante a semana, o homem da pamonha, agora inventaram mais uma para infernizar também o domingo, dia em  que deveriam dar sossego à população.  Uma entidade de nome Unibes, União Brasileira Israelita do Bem Estar Social, usando caminhão, carro de som em alto volume, invadiu no meio da manhã de hoje (era 19/6/2011)  as ruas próximas à Alameda Barros, em Higienópolis.    O objetivo era arrecadar agasalhos.

Para tanto, valia tudo.

Leia Alguns dos gritos de guerra.

– Enquanto não doar a gente não vai embora  (leia-se:  não vamos parar de incomodar)

– Joga   aquela jaquetinha de couro que você ganhou  do  namorado mala.

– Eu não tô vendo ninguém do Edifício X Doar Nada.

– Joga, joga, mira na cabeça de alguém e joga

– Manda aquela roupa que você não usa quando vai para a Europa.

Imagine que toda essa baboseira e agressividade eram gritadas em tom, ora de ironia, ora de tênue ameaça, por um sujeito sem a mínima  graça e de uma arrogância atroz.

Quando ele tomava fôlego, uma menina que vinha a pé com o megafone levava a coisa no mesmo  tom. Quando não era um nem outro, uma   música infernizava e até mesmo uma sirente era acionada.

Barulho, falta de respeito  e piadinha sem graça, infelizmente,  não provocam qualquer reação.

Agora, o que incomodava mesmo era a mensagem subliminar; hiper  cristalina na manifestação:

– Vocês, brasileiros/paulistanos, não são capazes de fornecer agasalhos para seus semelhantes.  É necessários que nós, israelitas, aqueçamos os pobres de vocês.

É demais, não é mesmo???

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Foi demais  nas edições anteriores.  Essa de hoje, 2017, como disse no início, para não me irritar, não acompanhei.  As perguntas, entretanto, permanecem e também a afronta da mensagem  subliminar.  Colo novamente, embora esteja logo acima.

Perguntas:

  • A lei permite que moradores de um bairro sejam incomodados dessa maneira?
  • A lei permite que sirenes sejam usadas  nesse tipo de manifestação???

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Todo ano a coisa vai se repetir?

Questão de Tempo!

Pela manhã, na alameda Barros, Zona Oeste de São Paulo, carro com vidros nigérrimos e adesivo de cadeirante.

Ora, o sujeito já deve ter dificuldades motoras para dirigir; não satisfeito,  ainda  tucha essa merda desse vidro.

Logo mais vai ser promovido de cadeirante para “caixãotante”,  digo,  virar presunto, ou, pior ainda, vai se estropiar ainda mais.  Questão de Tempo.

A velha história: a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Professor?

Respeito todas as categorias, sobretudo professores.  Mas veja o que postou um professor no  Facebook.

“Me sinto cansado. Derrotado mesmo. Quando abracei a carreira de professor, a 50 anos atrás, via uma luz no fim do túnel. Hoje, aposentado, eu sei que, na educação brasileira, a luz no fim do túnel é um trem. Triste Brasil.”

Começar a manifestação com pronome do caso oblíquo (me),  sem maiores problemas;  agora,  a 50 anos.  A 50 anos, ao invés de há cinquenta, é muito grave.  Para professor, então, nem se fale.

Aí ele poderia escolher:

  • Há cinquenta anos
  • Cinquenta anos atrás

Talvez ele quisesse reforçar mesmo que fazia cinquenta anos, então, tuchou   o Há (no caso dele, a)  e o atrás.

“A Luz no fim do Túnel é um trem”.   Mas, que chavão babaca!  Aliás, abracei  a carreira…

Agora, tenho que concordar com ele, em relação ao último período:  Triste Brasil.  Triste Brasil, onde, em tão poucas linhas,  um professor comete tantos erros absurdos!

Havia um Quadro no Programa CQC, Top Five, em que eram apontadas cinco gafes da TV na Semana.  O Slogan do Quadro era algo como  “Programa ao Vivo é a casa do Capeta”.  Facebook vem se tornando a casa dos  Diabos Analfabetos, inclusive professores.

Não tem Limites

No meio da Tarde, pelos lados da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo,  mulher comenta com amiga.

– Minha filha de 18 anos diz que não vai tomar vacina porque tem medo de agulha.

Continua ela:

– Mas na hora de encher o corpo de tatuagem, ela não teve medo.

A conversa não era comigo, não falei nada, mas lembrei-me de um dos bordões do Trombone, esse de domínio público:

A natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.